Conceito, Historia e Mercado






A bicicleta é considerada uma grande invenção, ela transmite a força do peso de uma pessoa  horizontalmente para as rodas permitindo uma locomoção mais rápida e com menos esforço. O auxílio de um motor elétrico  torna a ideia ainda mais interessante.

Quem estudou física ou eletricidade aprendeu que o motor elétrico transfere a energia muito melhor que o motor à combustão que perde muita energia na transmissão, pelo escapamento, pelo atrito, pela geração de calor e na combustão incompleta; assim cerca de 30% da energia da explosão do combustível é transmitida para a movimentação das rodas.


Historicamente as elétricas apareceram no final do século XIX sem grande sucesso. Empresas japonesas nos anos 80 insistiram, mas a expansão só começou neste século, talvez pela preocupação ambiental e com a previsão de encerramento das reservas de combustível fóssil. 

A primeira pergunta foi: onde colocar o motor? Surgiram diversos modelos e atualmente as 2 mais aceitas comercialmente são: a  acoplada à pedivela e no eixo das rodas.

A segunda pergunta: qual a melhor bateria? A tecnologia das baterias evoluiu muito por conta dos telefones celulares. Para as elétricas foi apenas aumentar proporcionalmente seu tamanho conforme seu consumo. Carregadas conseguem uma autonomia de uns 30 km e precisam ficar na tomada perto de 8 horas. Essa carga também é chamada de ciclo. As baterias precisavam realizar muitos ciclos para valer a pena, então a bateria correta são as de ciclo profundo. Baterias de nobreak ou de portões de garagem não são de ciclo profundo, portanto não servem para as elétricas.


O que temos até agora são 2 tipos de material: chumbo, pesam 10 Kg, baratas (uns R$350,00) e permitem perto de 400 ciclos.
E as de Lítio: pesam 3 Kg, custam uns R$1.250,00 e ciclam até 800 vezes. Li sobre uma que permite ciclar 2000 x, se o preço for o mesmo, fica mais vantajosa que as de Chumbo.



Mercado



 A China (20 milhões de unidades vendidas em 2008) e a Alemanha (400 mil unidades fabricadas em 2009) estão entre os países que mais desenvolvem essa tecnologia. 

O Brasil deve estar perto de 20 mil unidades produzidas, são importadas ou montadas com 95 % dessas peças importadas, principalmente o conjunto elétrico. Algumas marcas comercializam-nas juntamente com motocicletas, outras com bicicletas e outros artigos esportivos se mantem no mercado. Tivemos exemplos de importadores/montadoras que abriram e fecharam pelas tributações e burocracia.


Apoio Governamental

Parece improvável algum privilégio tributário para a indústria brasileira neste período conturbado da política. Até o momento a iniciativa privada vem tentando apresentar o modal à população que timidamente experimenta suas qualidades.

O que presenciamos são as prefeituras das grandes metrópoles incentivando o uso de bicicletas para desafogar o trânsito.


Mas há fortes indícios que o mundo se encaminha para o uso dos veículos elétricos. Vamos aguardar.



Sobre mim

Sou o Tadao Miaqui, curitibano, animador, caricaturista e também ciclista. Participo de festivais sobre o meio ambiente e me interesso pelo assunto, em especial por transportes menos agressivos nas grandes cidades. 

Pedalo desde 1997 com bicicletas convencionais. Em 2014 resolvi experimentar as elétricas. Até que em 2016 encontrei um modelo que realmente atendeu a minhas necessidades. Desejo compartilhar minhas experiências e de outros para que os interessados possam se adaptar com mais facilidade.

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